terça-feira, 24 de junho de 2014

Porque dormir uma noite toda não é tão importante

     Decidi de vez mergulhar no universo materno, viver intensamente cada momento. 
     E de tanto vivenciá-la me vi ansiosa por escrever toda esta vivência, talvez para lembrar, talvez para esquecer, talvez para me ajudar ou mesmo ajudar outras pessoas.
     Hoje eu quero falar sobre como dormir uma noite toda não é tão importante assim.
     Júlia está quase completando 2 anos e neste tempo muita coisa aconteceu, eu já fiquei perdida sem saber por onde começar meus cuidados com ela, meus seios já se feriam por amamentá-la e também já sofri junto a ela em suas intermináveis dores (cólicas), já a vi rolar de um lado para o outro até finalmente andar, já ouvi suas primeiras palavras e até já presenciei seus primeiros testes de autonomia (birras), mas tem uma coisa que não me aconteceu até hoje, eu dormir uma noite inteira como antes (rs).
     E o que eu digo sobre isto? Eu não me importo se ela vai conseguir dormir a noite toda hoje, amanhã ou daqui a algum tempo, e olha que eu gostava tanto de dormir que se eu estivesse com fome e com sono e tivesse que escolher eu iria para a cama, rs.
- Então você pirou?
     Não, eu não pirei, eu só penso na falta que vou sentir daquele corpinho junto ao meu, do seu calor, do seu cheirinho e dos seus carinhos e penso nela, aquele serzinho que não viveu nem 5% da sua vida, sozinha e desamparada, chorando solitária, chamando por mim, querendo o meu carinho e o meu colinho, enquanto eu, que decidi ser mãe e consequentemente me privar de certas coisas, penso só em mim.


     Assim, quando ela acorda e dá aquele sorriso pra mim, e antes que a irritabilidade de uma noite mal dormida me atinja eu logo penso, eu sou a mãe mais feliz do mundo por poder viver isto todos os dias.