Há dias tenho pensado
em começar a escrever um blog sobre meus planos e vivências na
maternidade, já pensei em falar sobre a cronologia do
desenvolvimento da Júlia, já pensei em falar como tinha sido nosso
parto ou sobre meu dia a dia na maternagem, mas a minha falta de
conexão com meus pensamentos/sentimentos/vontades não me deixavam
colocar este projeto para frente, até que hoje lendo este texto aqui me encontrei numa situação parecida, a da busca de explicações
no passado, coisa que nem sempre é bom de se fazer.
Tem horas que me
encontro pensando sobre como fui criada/educada/amada e em como ou
quanto isto poderia interferir na minha “vivência
criativa/educativa” (jargão novo, rs) com a Júlia.
Exemplificando: Sempre
quis deixar a Júlia comer sozinha e prezar pela sua autonomia, mas
na maioria das vezes fico agoniada com a sujeira e acabo por
interferir neste processo, daí nas minhas reflexões sobre o fato
logo penso em como fui educada e claro a culpa sempre cai sobre
alguém (eu quase sempre não tenho culpa, rs). Nessas horas minha
cabeça dá um nó, pois é um encontro com o meu “eu” REAL e
com o meu “eu” do DESEJO, logo penso, ou eu luto contra o que
sinto e contra esse passado assombração ou eu me deixo vencer pelo
mal (tchãm, tchãm, tchãm).
Acho que a resposta que
estou escolhendo HOJE (vai que eu mudo depois...) é lutar, lutar
para mudar o que sinto e vivenciar/experimentar outros sentimentos e
lutar contra o passado de gata borralheira (mimimimimi) para tirar
dele o essencial para mudanças necessárias e possíveis.
Claro que não será
fácil desfazer estes monstros do passado, mas vou lembrar sempre que
escrevi um post sobre isto (rs) e não posso fazer diferente do que
escrevi claro.

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